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Veredeiros

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 18h24 | Última atualização em Quinta, 07 de Julho de 2016, 19h02 | Acessos: 72

Histórico

A ocupação da região onde se situam os veredeiros não difere da onda de ocupação histórica comum desta região brasileira, no limite entre Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Dessa forma, ligam-se historicamente aos Gerais e aos demais povos que habitam a região, mas com características de ocupação e territorialização distintas dos demais, principalmente no que se refere ao uso da água.

A formação do homem veredeiro e das populações do cerrado como um todo parte da miscigenação de indígenas com imigrantes europeus e posteriormente, afrodescendentes. Desde o início da ocupação humana na região de veredas, tem-se realizado a caça, pesca, plantações com finalidade de subsistência, criação de gado e extrativismo de plantas, frutos e madeira da região. É dessa região e destas populações a que se refere Guimarães Rosa na obra Grande Sertão Veredas, grande clássico da literatura nacional.

Essa região também passou pelo processo de industrialização e intensificação da produção agrícola entre as décadas de 60 a 70, a partir da lógica desenvolvimentista que beneficiou grandes proprietários de terra com a produção de monoculturas, além da derrubada de grandes extensões de mata nativa para a plantação de madeira para a indústria carvoeira e de papel.

Em 1989 foi criado o Parque Nacional Grande Sertão Veredas – PARNA-GSV, no mesmo espaço ocupado e utilizado pelos veredeiros. A lógica preservacionista aplicada ao território do parque ocasionou a perda de legitimidade dos antigos habitantes, levando à imposição de limitações para a manutenção dos modos de vida e de produção tradicionais veredeiros. A criação do PARNA-GSV culminou em conflitos com os habitantes tradicionais e à criação de um Projeto de Assentamento (PA São Francisco) em 2002 para as populações afetadas pelo Parque.

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