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Quilombolas

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 16h58 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 16h10 | Acessos: 441

Introdução

Várias foram as formas de resistência ao escravismo criada pelos africanos durante e após a escravidão no Brasil. As formações dos quilombos ao lado das organizações religiosas, irmandades, comunidades em torno das igrejas, insurreições e guerrilhas foram importantes locais de resistência, sociabilidade e ajuda mútua em que essas populações buscavam novas formas de viver em liberdade.

Os povos de quilombos, ou populações quilombolas contemporâneas, são comunidades remanescentes dos antigos quilombos, formados ainda no período escravista. Sua autodefinição se liga à descendência dos primeiros agrupamentos formados pelas populações negras escravizadas que, como forma de resistência à escravidão, formaram inúmeras comunidades em áreas rurais e urbanas, espalhadas por todo território nacional, ligando-se, portanto à noção de identidade étnica. Esses agrupamentos se caracterizam fundamentalmente por serem grupos de resistência, locais para onde iam escravos fugidos e recém-libertos, ambos sem lugar na sociedade; além disso, também foram incorporados aos quilombos outros grupos sociais com baixo poder aquisitivo, perseguidos e excluídos.

Na história oficialmente divulgada no Brasil, principalmente quando é referido o período do Brasil Colônia, passando pelo Império e início da República, os negros são veiculados como “seres passivos” que foram escravizados sem nenhum questionamento em relação à situação na qual se encontravam; os africanos em geral são classificados como “escravos”, objetos, meros instrumentos de trabalho. Entretanto, sabe-se que os negros africanos e seus descendentes agiram ativamente na resistência à escravidão e às situações injustas que sofreram, consolidando meios de resistir ao sistema. Uma das manifestações mais significativas criadas pelos ex-escravos e negros oprimidos no Brasil foram os quilombos.

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