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Pantaneiros

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 15h48 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 16h06 | Acessos: 82

Histórico

“Nas fazendas pantaneiras, a identidade étnica foi composta pela preponderância do caboclo regional, descendente de bororo, de pareci, de guató, de chiquitos ou índios bolivianos. A essas etnias juntou-se o negro africano e o branco de origem espanhola ou portuguesa, alguns descendentes dos antigos bandeirantes paulistas que, com o fim do ciclo das bandeiras, no século XVIII, contribuíram para que se formasse um lençol de cultura caipira, com variações locais, que abrangia parte das capitanias de Minas, Goiás e mesmo Mato Grosso.”

O pantaneiro se constituiu enquanto cultura a partir do encontro de culturas europeias (a presença dos espanhóis se deu ao longo dos séculos XVI e XVIII e portugueses a partir do séc. XVIII), africanas e indígenas, além de descendentes dos primeiros colonizadores da região sudeste; essa miscigenação se deu de forma muitas vezes pouco amistosa. A exemplo do que ocorreu no Brasil todo durante os séculos de colonização, os indígenas foram expulsos e dizimados do Pantanal. Ainda existem algumas etnias indígenas no Pantanal, porém em número reduzido. A região foi denominada Pantanal em meados do século XVIII pelos monçoeiros, a fim de definir os campos alagados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os monçoeiros eram participantes das monções, caravanas com centenas de barcos e canoas que subiam os rios paulistas em direção à área do Pantanal para transporte de pessoas, mercadorias e insumos, principalmente a partir da extração de ouro no século XVIII em Cuiabá. Esses viajantes entravam em conflitos constantes com índios locais, vindo a dizimá-los.

 “Apesar de estarem ocupados por essas identidades sociais há centenas de anos, os pantanais mato-grossenses ainda mantêm parte da área rural com suas características naturais originais. A pecuária, principal atividade econômica, explorada em Mato Grosso desde 1730, desenvolveu-se sem praticamente alterar a dinâmica da paisagem matriz. Como correlato, a imagem construída sobre seus habitantes é mencionada como exemplo de uso sustentável dos elementos naturais.”

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