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Fundo e Fecho de Pasto

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 14h48 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 15h49 | Acessos: 92

Histórico

As comunidades de Fundo e Fecho de Pasto se formaram na Bahia como legado das sesmarias em meados do século XIX, permitindo que escravos libertos, vaqueiros e camponeses pobres também tomassem posse de terras públicas e da parte dos fundos das fazendas de gado. Essas fazendas encontravam-se abandonadas por conta do declínio da produção açucareira e de gado, levando ao surgimento da forma de vida comunal que caracteriza estas comunidades. Duas destas sesmarias, a Casa Torre e a Casa da Ponte, que ocupavam praticamente todo o sertão da Bahia, tiveram parte de suas propriedades passadas de volta ao Estado por não cumprirem nenhuma função social, além de já serem na época ocupadas por famílias que se dedicavam à pequena pecuária. É possível encontrar comunidades de fecho e fundo de pasto com histórico que remonta a mais de 200 anos de existência, com poucas mudanças até a década de 70.

“Os estudiosos apontam para a sua existência a partir da crise da cana de açúcar no litoral, no período colonial, resultando no abandono das terras por parte dos sesmeiros, possibilitando, nas fronteiras do gado solto no sertão e na expansão para os Gerais, o surgimento destas comunidades.”2

A lógica desenvolvimentista do governo ditatorial dos anos 70 ignorou diversas formas tradicionais de produção, de comunidade e posse das terras de forma coletiva, aliando a noção de desenvolvimento a grandes projetos agropecuários. Esta política de Estado fragilizou as comunidades de fundo de pasto. Além disso, algumas políticas públicas para o semiárido visavam o combate à seca com medidas paliativas e de caráter imediato. Como resposta, as comunidades se organizaram em associações e cooperativas nas últimas décadas.

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