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Fundo e Fecho de Pasto

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 14h48 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 15h49 | Acessos: 831

Introdução

As comunidades de fecho de pasto são diversas em suas formas e modos de vida, compondo um mosaico de representações sociais. O dia a dia dos camponeses se faz na luta pelo direito à terra, na manutenção do seu território e no direito de produção e reprodução da sua cultura. Os modos de vida das comunidades de Fundo e Fecho de Pasto são diretamente ligados à terra e ao bioma onde vivem, em uma tentativa constante de convivência e harmonia com o sertão. As principais atividades econômicas que exercem são a criação de animais de pequeno porte e criação de gado como alternativa à agricultura em um bioma marcado pela seca. A criação do gado se dá em terras e pastos comunais.

O tipo de ocupação que caracteriza as comunidades de fundo e fecho de pasto encontra correspondência com outras ocupações humanas do semiárido e da Caatinga, algumas das quais também compreendidas como povos e comunidades tradicionais. Comunidades que vivem de forma parecida com as de fundo e fecho de pasto se encontram em Estados do Nordeste (Piauí, Pernambuco) e também no centro-oeste, mas se estabeleceram enquanto cultura e autodefinição de identidade principalmente na Bahia, onde se organizam em movimentos de defesa e valorização de seu modo de vida e territórios.

“(...) Pode-se entender o Fundo de Pasto como uma experiência de apropriação de território típico do semi-árido baiano caracterizado pelo criatório de animais em terras de uso comum, articulado com as áreas denominadas de lotes individuais. Os grupos que compõem esta modalidade de uso da terra criam bodes, ovelhas ou gado na área comunal, cultivam lavouras de subsistência nas áreas individuais e praticam o extrativismo vegetal nas áreas de refrigério e de uso comum. São pastores, lavradores e extrativistas. São comunidades tradicionais, regulamentados internamente pelo direito consuetudinário, ligados por laços de sangue (parentesco) ou de aliança (compadrio) formando pequenas comunidades espalhadas pelo semi-árido baiano.”1

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