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Faxinalenses

Publicado: Quinta, 07 de Julho de 2016, 14h37 | Última atualização em Quarta, 13 de Julho de 2016, 17h39 | Acessos: 94

Histórico

O histórico dos faxinalenses remonta à onda ocupação do território do Sudeste e Sul do país pelos tropeiros, vinculados à busca por ouro nas terras brasileiras e de outros países da América Latina e pelo comércio entre vilas do sudeste/sul no período colonial.

As primeiras formas de transporte do minério explorado no Brasil e de mercadorias diversas eram feitas exclusivamente por índios ou escravos, o que tornava as viagens e o escoamento da produção muito demorados e desgastantes. Os portugueses e espanhóis começaram então a trazer nos navios burros, mulas e cavalos, a fim de cumprir melhor a função do transporte do volume cada vez maior de minério que precisava ser levado para as metrópoles europeias. Com a vinda dos animais de carga foram abertas várias estradas por rotas estratégicas ligando o Paraná a Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e várias localidades dentro do próprio Estado para passagem das tropas animais. É possível constatar a presença dos faxinais nas rotas tropeiras paranaenses desde o século XVIII, persistindo este sistema social até o século XX com poucas variações no modo de vida e de produção.

“Identifica-se a incidência do sistema de faxinal ao longo dos caminhos das tropas, desde, pelo menos, a época demarcada como o ciclo do tropeirismo.”3

“(Os tropeiros) provêm de São Paulo como do Rio Grande do Sul, mas que desde o princípio do ciclo das tropas já vinham sendo mesclados e incorporados pelas populações que foram se formando ao longo das rotas tropeiras, tais como: ritmos (toadas, catira, cururu, xotes, milongas, vaneiras, guarânias, chamamés) e temas de canções, vestes apropriadas à lida campeira (botas de couro e cano alto, chapéus de palha e de feltro, capas e palas, bombachas), sotaques e variantes de linguagem, e outros, que os tropeiros faziam difundir por onde passavam [...] Sem falar nos conhecimentos ainda hoje difundidos da “medicina tropeira”, como benzimentos, simpatias, emprego de ervas medicinais, tratamentos com sangria e outros procedimentos.”4

Na década de 60, inicia-se o processo de fragmentação e crise do modo de vida e produção faxinalense por conta do avanço da agricultura extensiva com a exploração privada da terra e plantio de monoculturas sobre seus territórios. Desde então, esse processo só tem se intensificado, mesmo com o reconhecimento legal dos faxinalenses como um povo tradicional, com direitos de autodeterminação e território resguardados por lei.

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