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Cipozeiros

Publicado: Quarta, 06 de Julho de 2016, 16h39 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 15h43 | Acessos: 51

Histórico

Os cipozeiros são descendentes principalmente de colonizadores europeus (alemães, poloneses, italianos e portugueses) que se instalaram na região norte de Santa Catarina como pequenos proprietários rurais ao longo dos séculos XIX e XX.

Até a década de 60, o acesso às fazendas para extrativismo de cipó era livre e a quantidade era abundante em Santa Catarina. A produção local era voltada para criação de cestos e outros artigos com finalidade de uso doméstico pelas comunidades, com pouca comercialização. A partir da década de 70, a comercialização começa e a procura pelos produtos alcança outros Estados, como São Paulo.

Em 1975 é introduzido o uso de estufas de enxofre para branqueamento do cipó, além da procura maior pelo produto feito do cipó sem casca e mais refinado. Na mesma época se introduz o fundo de madeira compensada nos cestos (antes, o fundo era de cipó trançado ou de papelão). Além dos cestos, também se produz com o cipó balaios, chapéus, luminárias, caixas e diversos artigos decorativos e utilitários.

Ao longo da década de 80, os cipozeiros têm que enfrentar o fechamento de parte das fazendas ao acesso e extração do cipó, além da sua diminuição na natureza por conta do desmatamento (causado principalmente pela utilização dos terrenos e fazendas para plantio de eucalipto e para extração intensificada de palmito Jussara). Em contrapartida, este é também o período em que as vendas atingem o auge, com o maior número de artesãos trabalhando e com grande demanda de São Paulo.

Ao longo da década de 90 a produção sofre declínio por conta dos calotes sofridos pelos produtores, que passaram a vender a prazo. A diminuição constante na quantidade de cipós na natureza e os problemas com donos de terras fizeram com que houvesse a necessidade de se importar cipó de outras cidades produtoras. Ou seja, neste período a produção se foca muito mais no artesanato do que na extração em si do cipó. Nesse período também se inicia o comércio e reaproveitamento dos resíduos, como a produção de antifúngicos e cola com o limo do cipó, uso das raspas da casca para a confecção de guirlandas de natal e a mistura dos resíduos em geral ao barro para produção de paredes internas de taipa nas residências.

Em 1996 a prefeitura de Guaruva financiou e incentivou a construção de uma cooperativa para beneficiamento do cipó, mas essa iniciativa durou só até o ano 2000. A partir daí houve uma crescente inserção de fibras sintéticas no mercado de artesanato.

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