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Ciganos

Publicado: Quarta, 06 de Julho de 2016, 16h30 | Última atualização em Quarta, 13 de Julho de 2016, 19h37 | Acessos: 905

Introdução

Os ciganos são povos com um passado comum, originários possivelmente do norte da Índia, que se dispersaram entre Ásia, Europa, norte da África há cerca de mil anos, e posteriormente pela América. O primeiro registro da chegada de ciganos no Brasil data de 1574. Geralmente são nômades (mas em alguns casos sedentários por opção ou por obrigação), que prezam pela liberdade e valorizam a própria cultura. Falam tanto a língua Romani como o Chibe, de acordo com a origem e etnia cigana. Desenvolveram ao longo dos séculos várias etnias e subgrupos dentro das etnias, de acordo com as especificidades e variedades de raízes, origens, culturas e territórios que ocuparam. Também possuem forte senso familiar.

As principais etnias são Rom (ou Roma), Calon (ou Kalon) e Sinti, das quais derivam diversos grupos menores, cada um com especificidades culturais, religiosas, territoriais e linguísticas.

Os ciganos possuem uma bandeira composta por uma roda de carroça vermelha sobre um fundo verde e azul. O azul representa a liberdade, o verde a natureza e a roda representa a vida itinerante. Essa bandeira é principalmente o símbolo da etnia Rom, apesar de outras etnias também se identificarem com esse símbolo. Esses símbolos se relacionam com um passado distante, em que praticamente todos os ciganos eram nômades. Atualmente, boa parte dos ciganos se fixou, e alguns dos que ainda se mantém nômades gostariam de fixar residência. Hoje os ciganos estão em busca de seus territórios, a fim de que garantir sua cidadania, reconhecimento e condições dignas de vida.

Sua língua e história são ágrafas (sem escrita), passadas por meio oral. Em vários momentos da história brasileira os ciganos foram impedidos de falar sua língua, em uma tentativa dos agentes do poder de apagar sua cultura. Historiadores e antropólogos tentam catalogar e divulgar as línguas e histórias ciganas, mas há relatos de que esse fato vem sendo interpretado de forma negativa por parte dos ciganos, pois entendem que lhes é tirada a essência da sua identidade e proteção, que é sua forma única de falar, principalmente entre os Kalon, mais vulneráveis.

Possuem uma cultura pouco compreendida e são vítimas constantes de preconceitos, exercendo ao mesmo tempo fascínio, medo (devido ao desconhecimento e crenças sobre eles) e curiosidade por onde passam.

“De cultura marcadamente familiar (...), os ciganos sofreram dura perseguição por desafiar a moral religiosa, sendo considerada afronta à Igreja Católica. Desse modo, e associado ao fato de eles serem ágrafos – impossibilitados, pois, de dar voz institucional à sua identidade a partir de suas próprias vivências – o grupo foi gradativamente associado à trapaça e marginalidade, que, somado à sua natureza essencialmente nômade, pesam para a criminalização do seu modo de viver e para o afastamento simbólico existente entre o grupo e o resto da população geral.” 1

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