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Catadores de Mangaba

Publicado: Quarta, 06 de Julho de 2016, 16h21 | Última atualização em Quarta, 13 de Julho de 2016, 19h35 | Acessos: 615

Introdução

“Para essas mulheres, o extrativismo da mangaba representa, simultaneamente, uma importante fonte de renda e de reconhecimento social.” 1

“As catadoras de mangaba (em sua maioria, descendentes de sitiantes) são uma nova tipologia dentro das comunidades tradicionais, que apresentam saberes acumulados – legado de gerações – e formas particulares de reprodução desses conhecimentos sobre práticas de manejo das plantas, sobre produção de mudas para a preservação das áreas e sobre colheita. As formas de acesso aos frutos são três: por terras comuns, terras próprias e por meias (pagamento de parte da produção ao dono das terras). As coletoras de mangaba não apenas colhem os frutos, mas também cuidam das plantas, protegem as áreas de colheita e plantam novas mudas.” 2

A coleta de mangaba é executada quase que exclusivamente por mulheres, que tiram da atividade parte importante do sustento de suas famílias. Por conta disso, a coleta de mangaba liga-se fortemente à divisão sexual do trabalho no seio das comunidades que vivem desta prática econômica e social, influenciando seus modos de vida. A coleta também requer um conjunto de práticas e saberes tradicionais que são a base da conservação e sustentabilidade das áreas de extração da mangaba. As catadoras de mangaba atuam na preservação dos espaços, das árvores e dos galhos e preocupam-se com a dispersão das sementes e plantação de novas mudas, a fim de poder dar continuidade à atividade por tempo indeterminado. De acordo com a EMBRAPA, em 2009, eram 600 famílias praticando o extrativismo da mangaba. Estas famílias estavam distribuídas por 7 municípios do Estado de Sergipe, totalizando 24 povoados.

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