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Castanheiras

Publicado: Quarta, 06 de Julho de 2016, 16h00 | Última atualização em Sexta, 08 de Julho de 2016, 15h22 | Acessos: 1123

Introdução

“Formados por grupos familiares entrelaçados, que compartilham não só da terra, mas também de práticas culturais, além de uma memória comum, esses grupos se afirmam por meio de uma existência considerada por eles coletiva, reforçada quando dizem, com orgulho, que são todos parentes. Os laços de parentesco que, na perspectiva de um observador externo e sem o conhecimento das teorias antropológicas de parentesco, parecem um emaranhado aparentemente difícil de delimitar, atuam como uma ‘linha de costura’ que aproxima as comunidades ao longo do rio. Reforçam assim relações de solidariedade e reciprocidade. Tais comunidades são formadas através do entrelaçamento entre grupos domésticos que permitem a troca e mobilidade dos seus membros.”1

A autodeterminação do castanheiro está ligada diretamente à prática da extração de castanha da Floresta Amazônica brasileira em determinados períodos do ano. Descendentes de quilombos e reconhecidos muitas vezes como mulatos, os castanheiros possuem modos de vida e de socialização próprios ligados à noção de família estendida, reciprocidade, apoio mútuo e forte senso de comunidade com o uso de terras comunais em várias localidades. São denominados também quilombolas e caboclos, por conta de seu histórico.

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